sexta-feira, 13 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados ou véspera de Santo Antonio?

Interligados para sempre, já que Santo Antonio era o santo de devoção de minha mãe, e ela só ñ casou com meu pai no dia 13/6 pq ñ tinha vaga no cartório. Acho. Memórias perdidas... se já tivesse blog quando meus pais eram vivos, já teria um livro da família. Do jeito q vai, ñ sobra quase mais nada. Vi em House q existe um remédio q estimula a memória, para quem tem Mal de Alzheimer. Uma possibilidd?
Poizentão, como diz a amiga virtual Júnia, está lá o Largo da Carioca em festa pq o Convento de Santo Antonio está fazendo aniversário - começou a ser construído em 1608! E como está sendo restaurado, estão rezando no próprio Largo. E tem barraquinhas vendendo os artigos relacionados ao santo, como fazem todo ano, mais as coisas típicas de festa junina. Gosto de infância, memórias de família... só ñ dá para curtir mais pq anda perigoso circular pela cidade, especialmente à noite. Sem contar a quantidade de aproveitadores, pedintes... se bem q é típico, isso. Só q nunca se sabe se há a possibilidd de violência. Testemunhei uma cena no sábado passado chocante. Pelo menos para mim. Não para as pessoas, a maioria idosas (!) à volta. Um menor, visivelmente drogado, entrou em um supermercado e assediou uma cliente. Um segurança pegou-o pelo pescoço e saiu arrastando-o como um bicho. Bem, talvez ñ como um bicho, pois eu nunca vi ninguém arrastar um cachorro assim. Inda mais se fosse um pitbull. Pq aí o cara ficaria sem braço. Eu quero ser assediada, invadida? Não. Mas a violência tornou-se uma commodity. Ninguém se espanta mais. Linche-se o pivete, ateie-se fogo ao mendigo, espanque-se o ladrão, e a multidão aplaude. Como diz uma amiga, a democracia é superestimada - afinal, foi a multidão que preferiu Barrabás a Jesus.
Back to the cold cow.
Então, está lá todo o aparato montado para amanhã, o grande dia. Hoje tb é um grande dia, acho. Até esqueci do folclore todo, pois estive envolvida com um evento ecológico, bem mais significativo para mim do q festas comerciais. Mas faço questão de manter o dia 13 de junho como um marco histórico familiar. E amanhã já conto com a multidão no Largo da Carioca. O padre no púlpito improvisado já declarava, antecipadamente, que seriam consideradas cumpridas todas as promessas de subir a escadaria do convento para chegar ao altar-mor, pois as obras ñ permitiam excessos. A ñ ser para as exceções (com cedilha, pois, como diz uma amiga, com ss são os grandes excessos) - como o sobrinho do padre (oras...), que veio de longe para conhecer o convento. Suspeito, isso, aliás. Será q esse sobrinho ñ podia ter vindo antes? Para mim é nepotismo. Se ñ fossem franciscanos... E por falar em franciscanos, vale ver Irmão Sol, Irmã Lua. Meio piegas, meio tosco, meio datado. Mas uma das musiquinhas tem um gosto zen: fazer uma coisa de cada vez, e fazer bem feito. Ñ somos multitarefas. Nosso cérebro ñ comporta isso. Acabamos fazendo tudo mal feito e superficialmente, e ficando estressados. Bom para a indústria dos antidepressivos.
Depois eu termino a história. Talvez amanhã. Esse assunto acaba ñ tendo fim, por causa dos desvios. E eu ñ quero decepcionar a leitora q deixou um comentário ultra-simpático e bem escrito, e q tem um blog muito legal (http://estavaperdidanomar.blogspot.com/), tão legal q começa com uma das músicas q mais amo, Somewhere Over the Rainbow.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Alzheimer's


Este trabalho foi atribuído a mamãe, na atividade de artes manuais. Se é vero ou não, jamais saberemos. Duas considerações: por um lado, vemos a degradação do cérebro; por outro, fico pensando se alguma vez ela teve a oportunidade de brincar dessa forma... recortar, juntar, colar...

sábado, 17 de maio de 2008

A morte

Não é para ser uma coisa mórbida. É só o registro da morte de minha mãe. Claro que o q eu acabei de escrever ñ faz o menor sentido. Pois mórbido vem de morte. Mas tenho de escrever.
Ou não? Deixando de lado a pretensão de um blog sem leitores, direi q minha mãe era uma figura controvertida. Julgamentos ñ serão feitos agora, e de preferência, não mais. Momento presente, dizem os budistas. Mas é impossível ñ lembrarmos de outra morte, a de meu pai, repentina, inesperada, diferente desta, da minha mãe, esperada e até desejada, pelo tamanho do sofrimento dela. Medo à parte, q, aparentemente, ñ livra a cara de ninguém, além de o Alzheimer já ter levado o cérebro dela há bom tempo, agora era o resto do corpo q se deteriorava. Papai, até o momento de morrer, era uma pessoa ativa e de cérebro intacto (até onde pudemos perceber e considerando-se sua idade). Chocou-nos muito. Deixou marcas indeléveis. A saudade permanece. Qual será o legado de minha mãe? Meu primo Sergio usou uma expressão q achei perfeita, relacionando-a a mamãe: striving for excellence. Ela tinha uma visão impressionante para alguém de sua idade e cultura. Falei hoje para minha filha q ela era um espírito inteligente em um corpo limitado. Talvez esse tenha sido exatamente o seu carma: ñ poder exercer sua inteligência em sua plenitude - por conta de um espírito conturbado, com assuntos não resolvidos. Daí derivando nossos inúmeros conflitos, com direito a continuação em minha filha. A grande pergunta: teriam ficado para trás? Espero q sim. Ñ me interessa uma outra vida de conflitos.
A morte é um tema de reflexão constante: basta estar vivo para pensar nela. Quando se perde alguém muito importante (estou falando do micromundo de cada um), é um tornado de pensamentos q inicialmente nos tira do chão. Sobrevivemos, mas sempre ficam seqüelas. Foi assim com Déa, com papai, e ñ poderia ser diferente com mamãe. Mas os sentimentos são diversos. Vamos ver com o tempo.
Enquanto elaborava isto aqui, abri um e-mail q tinha um arquivo em ppt chamado 'Caminos', e ilustrado com fotos de caminhos e outras na mesma linha. A música era The Long and Winding Road, dos Beatles. A sincronicidade está na letra e nas fotos. As fotos me fazem lembrar o painel q Déa mandou fazer para sua parede, em q havia um caminho. A idéia era visualizar um caminho, a continuidd, a possibilidd de continuar caminhando, vencendo a doença. A doença venceu. A música me remete ao abandono, à solidão, à saudade. Q é a sensação de quem fica.
Many times I've been alone, and many times I've cried, anyway you'll never know,
the many ways I've tried... O q me faz lembrar a história do pescoço, mas fica para outra vez.

The long and winding road
That leads to your door
Will never disappear
I've seen that road before
It always leads me here
Lead me to your door

The wild and windy night
That the rain washed away
Has left a pool of tears
Crying for the day
Why leave me standing here
Let me know the way

Many times I've been alone
And many times I've cried
Anyway you'll never know
The many ways I've tried

But still they lead me back
To the long winding road
You left me standing here
A long long time ago
Don't leave me waiting here
Lead me to your door

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Marketing Ecológico

Realmente, o marketing é uma coisa fabulosa. Ñ falo como expert, mas apenas com a interpretação superficial q confunde marketing com propaganda. Pois então. Basta haver uma onda, e já vai todo mundo pegando carona. Mas é isso mesmo, onda. Ela dura só um momento.
Ñ consigo saber quantas pessoas embarcaram, pois eu acho tão difícil enfiar na cabeça das pessoas a simples noção de separar o lixo, ou de ñ jogá-lo em qq lugar q ñ seu recipiente adequado... mas há desde os mais chatos (estilo MST), aos mais hipócritas.
Estou pesquisando ecobolsas, aquelas que viraram moda desde que uma moça com um nome complicado inventou uma que tem uma legenda dizendo 'Eu não sou uma bolsa de plástico'. Tudo para chamar a atenção para a necessidade de se diminuir o abuso das sacolas plásticas que se pegam em qq comprinha q se faça. Até o jornaleiro te oferece uma sacola quando vc leva o jornal. Antigamente ñ era assim...
Bem, em Nova York tem bolsa de pano pra todo lado. E ñ é novidade não. Tenho uma há mais de 10 anos comprada na Barnes&Nobles, de um tecido de algodão cru, tal e qual se vende hoje com o marketing ecológico. Qual seria a filosofia por trás do produto naquela época? Creio q simplesmente fazer propaganda da marca de uma forma duradoura, pois a sacola de plástico ou papel tem duração limitada.
A idéia chegou aqui, usando a mesma tal bolsa lá de cima. Aí vc pesquisa, pesquisa (sou viciada em Google, portanto, foi lá mesmo), e acha um monte de link. Cito a Natura, de produtos cosméticos, e a Sandpiper, loja de roupas. Comprei uma para minha prima no Natal de uma loja chamada Drops de Anis. Não tem mais. Fui na Sandpiper - afinal, está lá a propaganda (o marketing?) ecológica no site. Ñ tem. Vou no site da Natura, vejo o produto lá. Contacto o site, e sou informada de que o produto ñ está disponível no site, só com as revendedoras. Detalhe: no Mercado Livre tem uma à venda. Pelo dobro do preço (R$30,00), vem com algo q parece com uma garrafa. Plástica? Ñ consegui descobrir, a foto ñ está nítida.
Tem vários sites que fazem para brinde, mas vc tem de comprar em grandes quantidades, para usar sua marca.
As únicas opções realmente à mão, práticas, são as dos supermercados Pão de Açúcar e Zona Sul.
Vi tb uma da Isabela Capeto e outros estilistas. Aliás, tem umas que vão lá pras 400 pratas!!! Ecologia tb é consumismo!!! Super-fashion!!!!!!! Deve ser algo assim, Paris Hilton.
Conclusão: uma coisa q parecia super simples, tornou-se uma maratona. Até q consegui um contato com uma loja de Curitiba, chamada de bélier (http://www.debelier.com/), fofa, via link de uma matéria do globo.com, e estou combinando. Parece simples, e o contato, uma moça chamada Mabel, é super ágil em suas respostas e eficiente. Será q é tão difícil? Afinal, a Natura e a Sandpiper são grandes empresas. A Natura, então, nem se fala.
Enquanto isso, vão fazendo seus marketings ou propagandas ilusórios por aí... estava pensando em fazer um footing e pesquisar lojas de rua para ver se alguém tem o produto. Acho q vou continuar dando de cara com as sacolas plásticas e de papel. Ai, ai.

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