Ela se apaixonou de imediato. O que era impossível, fora de um folhetim. A diferença de idade era proibitiva: ela era 20 anos mais velha que ele. Nada de discutir aqui os méritos da cegueira do amor. Até porque a paixão era unilateral, e era dessas coisas que pertenciam ao reino da fantasia, da imaginação ativa. Podia até ser um daqueles filmes de 1 minuto de que se fala. Ou um sonho. Um comercial... Ela olhava para ele e deixava a mente vagar, com mais fantasias do que um desfile de escola de samba. Ele nem olhava para ela. Ou, se olhava, não via nada. Como Eveline, personagem de James Joyce, não a reconhecia, ela não era ninguém.
E como podia ser? Eles nem se conheciam! Já tinham se visto uma vez ou outra no trabalho, mas era só. Ela não tinha mais idade para isso. A adolescência já não era mais do que uma vaga lembrança.
O que era, então? Mulher-criança, parou no tempo, no tempo psicológico, quer dizer. Porque na idade cronológica, nas experiências, vivências e rugas, tudo passou. Engordou, emagreceu, teve filhos - eles são a prova viva de que não dá mais para enganar ninguém. E 20 anos de diferença?
Não, não é paixão. Parando pra pensar, é uma breve viagem no tempo. Se ela tivesse 20 anos a menos, aquele seria um homem por quem se apaixonaria... ou poderia se apaixonar... Ah, bom.
Leila = bric-a-brac = livrarias, brechós, reciclagem, mistura de coisas. Eu sou assim.
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