Em junho recebi por e-mail uma indicação para assistir no blog do programa Milênio, da GloboNews, à entrevista feita por Jorge Pontual, em Nova York, com o médico John Sarno, sobre doenças psicossomáticas (http://especiais.globonews.globo.com/milenio/?s=sarno).
Alguma resistência, déficit de atenção (YouTube não é a minha praia, gosto de ler e digitar, ser co-participante, por isso dá preguiça de escrever mais extensamente no blog, e vou para o Twitter ou Facebook - trabalho extra só pra postar foto...).
Mas, em respeito à fonte, altamente confiável (Cris), fui conferir. E "re-conferi".
Daí para recomendar, depois esperar o dia do pagamento para encomendar o livro pela Amazon, um pulo. Não dá pra ler correndo, pra fazer estatística (é que eu tenho uma fila de livros pra ler, quero ver se consigo antes de morrer, tipo '1001 livros para ler...' - o q talvez ñ seja factível, considerando-se q ñ é uma fila estática, já q eu a aumento todo mês...).
'The Divided Mind' tem 374 páginas. Ainda não cheguei à metade e já estou entre desesperada e esperançosa. Não faz gênero 'O Segredo'. Ou seja, não se trata de uma questão de fé, ou de auto-motivação, mas de constatação de uma evidência física (o sintoma, a dor), comprovada (por exames, etc.), porém, provocada pela mente. E que, em vez de ser gerada por uma neurose, como queria Freud, tem a função, na verdade, de proteger a pessoa de um sofrimento maior.
O Dr. John Sarno menciona bastante a raiva inconscientemente reprimida como causadora de todo tipo de dor (costas, pescoço, DORT, fibromialgia, joelho, cabeça, o que mais se imaginar). Mas o que assusta é que o cardápio é extenso. A certo ponto do livro, se menciona a experiência de um psicoterapeuta da equipe, Robert Paul Evans, Ph.D. (tradução livre):
"(...) Não queremos perder nossas mentes mas sim experienciar a mente e o corpo como eles são verdadeiramente - integrados como uma coisa só. (...) O propósito desses sintomas [as dores] não é ferir, mas nos distrair e assim nos proteger de experimentar o que é inconscientemente percebido como mais doloroso ou desagradável ou como aquilo que viemos a acreditar ser emoções inaceitáveis. Quando a ansiedade, medo, ira, raiva, vergonha, culpa, dor, tristeza, desgosto, alegria tida como imerecida, e outros sentimentos similares são insuportavelmente intensos, eles penetram ou ultrapassam os mecanismos de defesa comuns. Nós passamos a experienciar os sintomas físicos em vez destas emoções, porque o corpomente inconsciente os considera menos dolorosos, menos perigosos ou prejudiciais que as emoções. Isto pode ser difícil de acreditar, especialmente quando a dor é severa, mas a severidade demonstra a intensidade e o poder destes sentimentos reprimidos e o medo que eles geram no inconsciente."
Disse antes que estava entre desesperada e esperançosa? Não, estou aterrorizada. Não tem ansiolítico que dê conta dessa avalanche de sentimentos acumulados. O médico diz para escrever sobre eles, e diz que a coisa vem lá de criancinha. Há dois probleminhas aí: um, o lembrar em si, que a memória é traidora, não fosse a idade um fator a pesar, agravado pelo stress; e dois, a percepção. Será que o que eu percebo é o que realmente aconteceu? Bom, como é a minha percepção que importa, e como ele diz que esses sentimentos são atemporais (ou seja, a ferida provocada está tão aberta hoje como no dia em que ocorreu), resta saber o que me reservam os próximos capítulos.
O interessante é que o cara é contra tratamentos caros e desnecessários, que ele considera um verdadeiro crime. E como até hoje eu nunca vi nenhum trambiqueiro passar pelo Milênio, vou ler meu livrão até o finalzinho, torcendo para que a luz se faça, e, quiçá, eu possa voltar a fazer minhas caminhadas lépida e fagueira. Haja dedos para escrever aqui e nos meus cadernos. (Aliás, uma das coisas que me conquistou nele foi uma ideia que eu tinha e me deixava encafifada: porque hoje todo mundo tem LER por causa de digitação, com teclas tão levinhas de computador, e antigamente não tinha, com aquelas teclas pesadonas de máquina de escrever? Poizé.)
Leila = bric-a-brac = livrarias, brechós, reciclagem, mistura de coisas. Eu sou assim.
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