quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Viagens para Obsessivos

Não sei se é possível imaginar o que é viajar para uma obsessiva-compulsiva, categoria na qual me enquadro. Ainda que o neurologista tenha dito que não é grave... não sei se ele estava minimizando o problema, ou simplesmente se protegendo (vai que eu discordo e agrido o pobre...). É um parto. Melhor dizendo, uma gravidez. Mais ou menos como as minhas, exceto a parte do planejamento. Porque as minhas viagens são muito planejadas. Obsessiva e compulsivamente. Blame the Internet. Se não fosse a dita cuja, eu me limitaria aos velhos guias. É provável que pessoas que optam pelos tais pacotes turísticos não se dêem a esse trabalho. Mas para quem gosta de coisas individualizadas, ai ai. Pesquisas, pesquisas, e mais pesquisas. Logística de guerra. Estresse. Já verifiquei meus passaportes umas 5 vezes (são 2: um com o visto e outro que é o válido - tenho de carregar ambos). Idem para o e-mail da companhia aérea, confirmando as datas, e as reservas dos hotéis. Estresse adicional porque há escalas, e os problemas não se limitam ao Brasil. Também ocorrem em outras plagas. Como quando viajei em 2004, e a conexão de Madri para Barcelona quase foi pro brejo, pq o cara da alfândega resolveu curtir com a minha cara - mesmo que fosse uma massagem no ego, já que ele dizia não acreditar na data do nascimento estampada no passaporte. Seria ótimo, se eu não tivesse de, literalmente, sair correndo para alcançar o avião, e ouvir que só estavam esperando por mim. Sem falar espanhol. Enfim, o Rivotril está ajudando. Nada como um ansiolítico para impedir o surto.

Nenhum comentário:

Seguidores

MINHA PONTE

MINHA PONTE
Brooklyn Bridge

Arquivo do blog