Pergunto-me ao olhar cuidadosamente o rosto de minha mãe no hospital. Como dizem os médicos, ela não "interage". Traduzindo, o Alzheimer corroeu o cérebro dela. Terror: ficaremos assim se envelhecermos? Esse é o destino irremediável de toda a população que ousou usufruir dos avanços (?) da medicina? O que está acontecendo? É uma nova versão da Torre de Babel? A ciência tenta descobrir o segredo da imortalidade e Deus nos pune confundindo - agora não as línguas, mas o pensamento? Morrer em vida. Não ser capaz de entender. Nada.
Qual é a cara da dor? O que esconde a expressão catatônica? As palavras emboladas, uma ou outra fazendo um quase-sentido... ou seremos nós que inventamos um sentido, só para não nos sentirmos totalmente à parte desse mundo fechado de alguém que um dia fez sentido, foi um ser pensante?
A questão não é sobreviver, durar mais tempo. A questão é como. Como? Estou falando de mim, claro. Porque com relação a minha mãe a questão é quando. E que não haja dor. Além do corpo. Paz.
Leila = bric-a-brac = livrarias, brechós, reciclagem, mistura de coisas. Eu sou assim.
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