domingo, 16 de maio de 2010

Miscelânea

Agora me cabe uma responsabilidade maior na tarefa de administrar meu próprio tempo: não tenho mais de me reportar a um "patrão", aposentada que estou, papeis assinados no último dia 10/05/2010. Último dia de "trabalho oficial", dia 30/04/2010. Pensam que estou à toa, quando, na verdade, o que mudou foi o compromisso, e, é claro, a necessidade de se acordar a certa hora. Obviamente, também não faço mais parte de um corpo, sou mais indivíduo do que nunca. 
Mas o que não sabíamos (?) é que a corporação ocupa(ou) tanto espaço, que quando se retira de nossa vida ou nos retiramos dela (oportuno o vocábulo em inglês: "to retire"), imediatamente, como água, outras coisas estão à espreita para ocupá-lo. Seria só eu? Sei que algumas pessoas ficam deprimidas quando se aposentam. Estaria me enganando, talvez porque esteja fazendo um curso de especialização e esteja bastante atarefada?
O tempo - sempre ele - dirá.
A casa, sem novidades, continua de pernas para o ar, situação agravada pela tralha trazida do trabalho. Não pretendo arrumá-la de uma vez. Como tenho de aprender a me administrar e ao meu tempo, isto inclui à minha ansiedade crônica. Uma das coisas que mais atulha a casa são papeis - em todos os seus formatos, livros, jornais, revistas, etc. Vejo, leio, guardo, recorto até um dia. Muitas vezes o objetivo é compartilhar, outras é pela famosa justificativa de meu pai: "pode servir um dia". Só que há uma certa angústia, que não é de hoje, seja pelo tempo, seja pela ideia do consumismo em excesso, de se possuir menos, de se apegar menos, portanto, de uma forma ou de outra, preciso achar o ritmo certo de me organizar.

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