Descobri no Orkut (acho) um blog (http://janeaustenclub.blogspot.com/) muito legal sobre Jane Austen (sempre ela, claro), e me inscrevi para receber sua newsletter. Como a net é, literalmente, uma rede, a responsável pelo blog nos dá notícia de um livro chamado 'Pride and Prejudice and Zombies'. Whaaaat? A notícia foi dada por outro blogueiro, André (http://www.lendo.org/orgulho-preconceito-e-zumbis/#more-1576), traduzindo notícia do site Chronicle Books (http://www.chroniclebooks.com/index/main,book-info/store,books/products_id,7847/title,Pride-and-Prejudice-and-Zombies/). Quando eu estava me preparando para falar aqui da lucrativa vampirização feita em cima de Jane, Adriana, que deu a notícia inicial, continua a história dos zumbis.
Por isso pensei no conceito de sincronicidade desenvolvido por Jung. As "coincidências" da vida.
O que eu ia dizer: primeiro, ninguém herdou os direitos de publicação de Jane Austen. Daí que pode-se republicar, filmar, fazer qualquer produto a partir dos livros de Jane, e o lucro é livre.
Segundo, imagino, não é possível ter acusação de plágio.
Mau-gosto, então, nem pensar. Então, se quiserem fazer uma versão pornô do casamento de Mr. Darcy e Lizzy Bennett, that's all right.
O professor James Thompson, da Universidade de North Carolina, afirma que Austen consegue costurar o pessoal e o social num todo; que o casamento de Darcy e Elizabeth representa a união harmoniosa de homem e mulher, interior e exterior, a responsabilidade social masculina da tradição aristocrata do séc. XIX e a subjetividade e emocão feminina do romantismo. Sob este ponto de vista convencional, Austen ocupa um lugar crucial no desenvolvimento do romance - ela inaugura a grande tradição do romance inglês. (Jane Austen and Co., State University of New York Press).
O que os vampiros estão fazendo é usar o nome de Jane e escrever qualquer coisa. Por exemplo, a Amazon disponibiliza uma série de livros (cinco?) em que Jane Austen é uma detetive amadora. Qué? Bem, não dá para investigar todas as possibilidades. Se não há direitos autorais, são infinitas. O gênio da inovação morreu. Acho que o sujeito que concebeu Jane como um zumbi retornando para se vingar tinha uma justificativa. Jane teria.
Os professores que compilaram o livro acima citado tinham como objetivo divulgar Jane aos estudantes, mostrando obras em que ela figurava como inspiração. Ainda não terminei. Mas encomendei o livro que inspirou a série Lost in Austen. Sou viciada, fazer o que? E acho que ainda tenho coisa comprada em Bath. Tenho assunto ainda. Mesmo que ninguém leia, eu me divirto. Continuo achando que é melhor que ver BBB.
PS: Histórias de vampiros são mais divertidas do que essas sequencias sequeladas.
Leila = bric-a-brac = livrarias, brechós, reciclagem, mistura de coisas. Eu sou assim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
- View my profile
- Create your own travel map or travel blog
- Search for vacation rentals at TripAdvisor
Seguidores
MINHA PONTE
Brooklyn Bridge
Do que eu gosto
- http://www.viciadosemlivros.com.br/
- Sociedade do Brasil
- Click to Donate FREE
- Livraria Cultura
- Trivialidades da Vida
- Instructables
- Real Age - Dicas de saúde
- Viciados em Livros
- GNT
- Rede Virtual de Sebos
- Postcards from New York
- Cancer de Mama: Doe Grátis
- Doe Leite Grátis
- Clique Semi-árido
- ClickArvore
- Thich Nhat Hahn
- Estado Crítico
Arquivo do blog
-
▼
2009
(103)
-
▼
fevereiro
(13)
- Sangrando (Gonzaguinha)
- Afonia espiritual
- De volta dessa faca, amiga ou inim...
- Ícone: João Cabral de Melo Neto
- Ícone
- Iconoclasta[s]
- Iconoclasta[s]
- WWF Hora do Planeta 2009 - Cadastre-se na Hora ...
- Lutei para te encontrarAgora que te encontreiNão s...
- Back to Jane e sincronicidade
- Sonho X Realidade
- Nobody cares
- Funeral Blues
-
▼
fevereiro
(13)
Nenhum comentário:
Postar um comentário