segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Iconoclasta[s]

Então... o GNT está apresentando uma série de 6 episódios, produzida por Robert Redford, em que pessoas famosas, sempre duplas, conversam em tom intimista, na casa de um deles, normalmente sobre um tema comum. Já vi Isabella Rosselini com um inventor - o tema era humanitário; Eddie Vedder, o vocalista do Pearl Jam, e um surfista, falando de experiências que, segundo Vedder, lhe mostraram o significado do divino (um arco-íris duplo); e esta semana, Maya Angelou, a magnífica, com o comediante Dave Chapelle.
Maya é daquelas que se tem de reverenciar. Basta ela olhar, ou sorrir. Ela mesma falou do significado de iconoclasta. Ícone era uma imagem que representava a Virgem, era um símbolo religioso. Pode-se dizer que seu significado se ampliou. Hoje se fala em ícone da moda, ícone disso, ou daquilo. Daqui a pouco, um desses paspalhos do BBB vira um ícone também.
Em tempos de TV e Internet, tudo e todos podem virar ícones. E qualquer um pode destruí-los. Se pode se criar um ídolo falso (Moisés por aqui faria uma festa com tantas bijuterias), também se pode destruir um ícone verdadeiro com uma palavra falsa. Tudo é marketing.
Mas o "verdadeiro" iconoclasta é aquele que se propõe a contestar imagens, ídolos, tradições e cultos em busca de novos conhecimentos e descobertas. Pode ser tido como excêntrico, genial, único ou louco. Tudo depende da época, do contexto, da idade, do sexo, da religião. Quase sempre o diferente vai ser reprimido ou vai sofrer por sua "diferença". Dependendo das circunstâncias, seja a sorte, o momento, a excepcionalidade, a genialidade, ele/ela pode ser assimilado/a, destruído/a ou irromper qual estrela num céu escuro. Nunca sem sofrimento, por conta das batalhas internas. Pensar dá trabalho.

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