Três dicas espertas para reciclar os livros usados
"Você sabia que os brasileiros leem, em média, 4,7 livros por ano? Quem possui ensino superior lê mais, 8,3 obras."
Está lá, na matéria. Estava lendo outro dia não sei onde, para nos "treinarmos" para ler, que era para começar lendo 1 livro por mês. Só aí já seriam 12 livros por ano. Isto para quem não lê nada. Bom, pela pesquisa do IBGE, se a média é de 4,7 livros/ano, 12 livros representariam quase o triplo.
Aí o autor do artigo diz para se tentar passar para a média de 1 por semana. Bem. Meta ambiciosa. Não é que seja impossível. Depende do que vc faz com o resto do seu tempo, se é um procrastinador (como eu), como lê, que tipo de livro lê. Se eu pegar um romance ou suspense, e estiver à toa, sou capaz de ler em 1 dia. Mas um livro de referência não se trata assim. Há que se deter, sublinhar (ainda que metaforicamente), retornar a trechos importantes ou duvidosos... às vezes reproduzir alguns deles, discuti-los... E há alguns livros que se arrastam. Sou daquelas obsessivas. Raramente deixo de ir até o final de algum livro. Nem me lembro se isto já aconteceu. Posso achar ruim, horrível, me livrar do livro tão logo vire a última página - caso de Pride and Prejudice & Zombies, caça-níqueis que um espertinho escreveu, colando um monte de besteiras no texto impecável de Jane Austen - mas leio o dito cujo como quem faz o dever de casa. Resquícios da educação escolar e materna rígidas? Acho que não. Pois em outras matérias eu dava um jeitinho tranquilamente, e enrolava, como faço até hoje. Tudo de que não gosto eu adio. Procrastinação é minha especialidade.
Já se eu pudesse escolher uma profissão para mim, esta seria ler. Gosto de escrever, mas até nisto eu enrolo. Mas a leitura é diferente. Muito, mas muito antes de completar o ensino superior, minha média de leitura já era bem maior do que 8,3 obras/ano. Por óbvio. Junte a fome com a vontade de comer: o que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Eu gosto de ler porque gosto ou porque não tinha outras opções de lazer? Disseram-me recentemente que é "cafoninha falar que pobre não gosta de estudar e ambiciona ganhar dinheiro com futebol". Bom, quem disse isso distorceu completamente minhas palavras, e só me conheceu agora. Mal sabe que nasci pobre, pobre de marré de si. Eu sempre gostei de estudar, gosto de futebol, obviamente não vou ganhar dinheiro com isso, talvez haja alguma chance, quem sabe, de ganhar dinheiro na mega-sena (talvez se eu tivesse estudado menos, e tivesse feito concurso pra copeira do judiciário, do legislativo, quem sabe, agora que estão pleiteando um aumento de 25%, e esse povo pode chegar a ganhar 8 mil reais de salário, néam?).
Mas um reparo: me dá uma agonia danada ver os livrinhos sendo cortados... ah isso dá. Ui, que aflição.
Leila = bric-a-brac = livrarias, brechós, reciclagem, mistura de coisas. Eu sou assim.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
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Um comentário:
Prima ,sinto muito mas esta não resisti. Verdade que estudou e trabalhou muito para suas conquistas e não teve berço de ouro, mas "pobre de marré de si" foi apelo. Minhas experiências com o trabalho social padronizam a pobreza e vc ficou muito longe dela. Amém! Bjs e aproveito para deixar aqui os parabéns pela disposição de deixar o blog tão ativo. Vc é fera! Bjs. Inez
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