domingo, 18 de julho de 2010

Minha Amada Imortal - Nona sinfonia de Beethoven



Nunca tinha me interessado em assistir a este filme, não sei a razão. Sempre fui um pouco inflexível quanto a alterações de histórias tradicionais, e se fosse examinar a fundo a questão, veria que muito do que lemos é, no fundo, alterado. Mas, por exemplo, resisto no que se refere aos clássicos, e não posso descrever o horror que sinto ao ver as distorções dos personagens de Jane Austen que proliferam por aí. Acabei de ler Murder at Mansfield Park, de Lynn Shepherd, já li Pride and Prejudice and Zombies, e tudo que posso imaginar é que se trata de um reaproveitamento do gênio de Austen, sem nada a acrescentar.
Já quanto a biografias especulativas, a história é outra. Beethoven escreveu uma carta para uma misteriosa mulher, segundo seu biógrafo (Schindler), e que termina assim:

"Não duvides jamais do fiel coração de teu enamorado Ludwig. Eternamente teu, eternamente minha, eternamente nossos."


Quem fez o filme achou por bem determinar que tal mulher era a cunhada de Beethoven, apesar da terrível disputa que houve entre eles pela guarda do sobrinho do grande compositor, o que resultou em um grande filme, e uma interpretação (para mim), mais uma vez, magistral de Gary Oldman - de arrancar lágrimas, eu, que não sou dada a esse tipo de reação. Creio que é um mix: interpretação + música + amor frustrado. Tiro e queda. Ponha-se a Nona Sinfonia, e não pode haver alma (sensível) que resista.

Mesmo sendo especulação, acabei vendo o filme por acaso, na TV, e não pude desviar os olhos, por causa do assunto, da música, e de Gary Oldman, um de meus atores preferidos. O vídeo anexado é o ápice da emoção, e a Nona sempre foi uma de minhas favoritas. Eu, que sou fã de carteirinha de Sex & the City, como não poderia ficar de olhinhos brilhantes quando Cris Noth sussurra no ouvido de SJP "Forever thine, Forever mine, Forever ours"? Talvez seja por isso que eu seja do signo de Sagitário, uma parte com as patinhas no chão, outra parte apontando a flecha para o céu (cabeça nas nuvens), ou por isso que relacionamentos não engatam, pq eu espero dentro da praticidade, do pragmatismo (que eu tenho muito) haja sonho, ou o que se convencionou chamar de "romantismo". Chame-se de emoção. Whatever. Um pouco não faz mal a ninguém.

Enquanto fazia minhas pesquisas, para escrever este post (até pq tinha de verificar alguns fatos, me dei conta - coincidência ou sincronicidade, não sei - de que algumas figuras amadas aqui citadas compartilham comigo o dia do aniversário... =D quanta honra: Jane Austen e Beethoven nasceram no dia 16 de dezembro... ai ai por que eu não sou um gênio??? =/).

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