Com ele se vão algumas esperanças, desejos, sonhos, e atenções alheias. A sociedade deixa de se importar com as pessoas mais velhas, e até se criou um ridículo eufemismo, coisa de propaganda enganosa, na minha opinião - chama-se "melhor idade". Melhor pra quem, cara pálida? Só num aspecto, e para uma minoria, aquela que começou a vida dura e passou a ganhar um pouco mais, tem uma situação mais sólida e agora vai aproveitar um pouco.
E até nisso já é um pouco irônico: muitas separações, homens costumam trocar as mulheres com quem casaram e têm mais ou menos a mesma idade por outras mais jovens. Enquanto isso, embora venha crescendo o número de mulheres que não hesitam em fazer par com homens mais jovens, não é o habitual.
Golpista pra todo lado - inclusive há que se ter o maior cuidado com as novas mídias. Outro dia, lá pelas bandas da Austrália uma menina foi assassinada por um pervertido.
Mas enquanto somos jovens, o mundo nos pertence. A cada década, vai caindo um bastião, até que neste país, onde se lêem uns 5 livros por ano, aposentam as pessoas aos 50 anos de idade. Poizé. Não serve pra mais nada. O cérebro já gastou, tem um fresquinho recém-egresso da faculdade prontinho pra ser moído.
Não sei, será que não tem alguma coisa errada nessa concepção de mundo, de trabalho?
Sem resposta, escuto tangos. Minha vida jamais daria um samba ou um pagode. Sempre, sempre Astor Piazzolla, Adiós Nonino é o que vai lá no fundo, sei lá porquê. Voltaria a Buenos Aires, à casa de tango
(Piazzolla), na Florida, só para assistir àquele show maravilhoso, apenas por esse momento. 
Mas pessoas idosas devem fazer check-ups, e para combinar, vamos de Eletrocardiotango, San Telmo Lounge.
Afinal, alguma vantagem a "melhor idade"
haveria de ter.

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