A mesma praça, mas não a mesma impressão. Deserta, efeito do feriado prolongado, ou talvez de uma recessão, será? Sol, um calor razoável, tudo contribuindo para dispersar uma eventual emoção depressiva que pudesse se propagar devido à fama da praça, por causa do movimento das avós em busca de justiça para seus filhos perdidos, e, quem sabe seus netos.
Mas... nada. Bem cuidada, os ícones são marcantes sem ser clichês. Talvez deserta porque os turistas estivessem todos em Puerto Madero ou Palermo Soho - cafés, restaurantes, etc. Ninguém se preocupa mesmo com história, cultura, museus. Tudo vai sendo derrubado em nome da modernidade. Vide o Japão - li outro dia que estão passando o rodo no mais antigo teatro da arte kabuki para fazer um prédio ultramoderno (parece que vai ter um teatro também... e eles acham que resolve... tsk). Como o Palácio Monroe, que foi demolido, na Cinelândia, e agora dizem que querem reconstruir. Como assim? Vão pegar uma foto e fazer um novo, quer dizer, uma réplica, que nem aqueles itens que vendem pela Internet de marcas famosas? Ou no Saara, na 25 de Março? "Não é falsificação, madame, é réplica!"
Funciona assim: você vai a Nova York ou Buenos Aires para fazer compras, mas separa 2 horas para ir a um museu ou similar, pra disfarçar. É como ir a Paris e não ver a Mona Lisa. Que, aliás, é muito feia. E na primeira vez que eu visitei o Louvre, não vi, porque estavam restaurando.
Será que se eu tivesse a grana do Eike Batista (como será que ele virou o oitavo homem mais rico do mundo?) eu seria tão crítica/pretensiosa? =D
Nenhum comentário:
Postar um comentário