A Praça de Maio (Plaza de Mayo, em espanhol) é a principal praça do centro da cidade de Buenos Aires. Rodeada pelas ruas Hipólito Yrigoyen, Balcarce, Bernardino Rivadavia e Simón Bolívar, ao seu redor encontram-se vários dos principais monumentos da cidade como o Cabildo, a Casa de Governo, a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, o edifício do Governo da Cidade de Buenos Aires e a casa central do Banco da Argentina, o Banco Nación.
Suas origens remontam à fundação da cidade por Juan de Garay, em 1580.
A Plaza de Mayo sempre foi um ponto focal da vida política Buenos Aires. Seu nome atual comemora a Revolução de 1810, que deu início ao processo de independência da Espanha em 1816.
Em 17 de outubro de 1945, demonstrações populares na Praçain organizadas por sindicalistas forçaram a libertação da prisão de Juan Domingo Perón, que mais tarde viria a ser Presidente da Argentina; durante seu mandato, o movimento peronista passou a se reunir todo dia 17 de outubro na Plaza de Mayo para mostrar apoio a seu líder (e esse dia é ainda o "Dia da Lealdade" para os peronistas tradicionais). Muitos outros presidentes, tanto democratas como militares, também saudaram o povo na Praça do balcão da Casa Rosada.
As multidões se reuniram mais uma vez em 2 de Abril de 1982 e várias ocasiões depois para saudar o Presidente nomeado Leopoldo Galtieri pela invasão pela Argentina das Ilhas Malvinas, que deu início à Guerra das Malvinas (Falklandas, segundo a Grã-Bretanha).
A Praça, desde 1977, é onde as "Mães da Plaza de Mayo" se reúnem com cartazes e retratos dos 'desaparecidos', seus filhos, apreendidos pelos militares durante a ditadura. Elas são incansáveis, pois perderam não somente filhos, mas também netos. Há casos de crianças que também "desapareceram" e foram "adotadas" por militares e outros. As atrocidades não têm tamanho.
Peronismo, caudilhismo, guerra, dispenso. Luta por direitos, sim. Ditaduras, fundamentalismos, desrespeito a direitos básicos são inaceitáveis.
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