O que eu joguei fora: revistas de viagem. Antes eu comprava compulsivamente. Agora penso 2 vezes. Vale comparar as indicações. Aliás, toda informação que se refira a distâncias deve ser pesada em sua relatividade. Mesmo com um mapa na mão. Tudo que parece perto não é. Poupem os pés e a coluna, independente da idade. Compensa fazer pequenos intervalos durante as andanças do dia para poder aproveitar a noite. Até Deus descansou no oitavo dia.
Bom, se quiser rodar de ônibus turístico (tendo tempo), é só entrar e sair nos pontos, conhecer e voltar. Dá para conhecer a cidade sem cansar. Tem a opção da bicicleta - inviável para mim, deficiente em esportes de qualquer espécie. Mas os transportes públicos são tranquilos. O metrô é complicado - a bendita língua (se alguma obra interromper algum trecho, não ajuda muito saber inglês, nem toda estação coloca o aviso bilingue, e lá fica vc dando voltas... é de matar...). Mas os ônibus são espetaculares, mesmo com o trânsito.
Muita coisa para se ver no meio do caminho, mas a gente quer chegar logo na Av. Under den Linden, a Ilha dos Museus, o rio Spree, a Berliner Dom (catedral do séc. XIX) o Portão de Brandemburgo, atrás o Monumento ao Holocausto, o Reichstag.
O que torna a viagem pessoal, personalíssima, em vez de um amontoado de anotações e fotos iguais às de todo mundo? É como o lugar se relaciona com o que vc é. Por isso eu decidi, sempre que puder viajar, escolher meus destinos de acordo com a possibilidade que eles tenham de me tocar. No caso, Berlim - a Alemanha é a terra dos meus bisavós. Um dia, quem sabe, descubro mais sobre eles. Mas não me deixo levar por guias turísticos. Por ex., ficar na fila para visitar o Reichstag? Pareceu-me programa de índio. Ou eu sou muito ignorante. Escolham. Onde eu li sobre o prédio está lá que é fantástico, que a vista de lá é magnífica, bla bla bla, whiskas sachet, Napoleão... tem os edifícios parlamentares arrojados interligados, e mais bla bla bla. O problema é que se vc ñ estiver num grupo, vai ficar numa fila, se o tempo estiver ruim, como efetivamente estava, pastando e morrendo de frio, no meu caso com fome, e de repente, chega um ônibus com um grupo, despeja a turma, que passa a frente de quem está na fila (que não anda, está esperando sair o povo que está lá dentro, a entrada não é livre, como em museus).
O prédio é transparente, vc está olhando as pessoas lá dentro andando e subindo a passo de formiga, centímetro por centímetro, que nem vc aqui (quando anda), e chega mais 1 ônibus... what the hell?!?!? Pra mim chegou. Vão para o raio que os parta. Desrespeitar a mãe. Deles, claro. Fora os brasileiros trambiqueiros na minha frente, parecendo que estavam dando um golpe em alguém. Bizarro. Vista da cidade? Que mané vista? Ganhei mais saindo dali, e fotografando as árvores de outono, minha grande paixão, e pegando o metrô - a estação é linda mesmo.
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