sábado, 30 de janeiro de 2010

Remember



A experiência mais triste por que passei em Berlim: a visita ao Museu Judaico. Aliás, as pessoas lá são um tanto ou quanto ríspidas. Fora isso, o clima é pesado, o que é compreensível. A mensagem é clara: nunca deixarão que se esqueça o que ocorreu. Nem se deve. Sou favorável ao Estado de Israel, assim como a um Estado para o Povo Palestino. Que haja paz. Mas observei que ninguém saltou do ônibus turístico para visitar o museu. Não sabem o que perderam. Tristeza, sim, mas faz parte da vida. Não há que se tapar o sol com a peneira. Há dois prédios, um novo, que tem 3 eixos, e todas as cidades que abrigaram imigrantes, refugiados judeus estão lá representadas - Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive. Objetos e suas histórias, tudo muito pessoal, o que nos transporta não somente para um momento histórico mas também para uma vida específica - empatia plena. Como não poderia deixar de ser, a personagem histórica mais conhecida é a que mais mexe com a gente: não pude deixar de chorar quando deparei com a vitrine expondo objetos relacionados a Anne Frank. Que desperdício... que tristeza...

O monumento ao Holocausto é dramaticamente brilhante. Parecem lápides. É o que eu vejo, pelo menos. Fica atrás do Portão de Brandemburgo. Meio bizarro - uma entrada triunfal, a quadriga, e algo que se assemelha a túmulos. Meio que 'vini, vidi, vinci e contemplem a vitória vazia, a carnificina'. No entanto, toda e qualquer vitória proveniente da guerra se faz sobre corpos sacrificados - inclusive a que é praticada pelo eficiente estado de Israel e pelos guerrilheiros islâmicos. Vá entender. Guerra é guerra. Não há vencedores, só cadáveres.


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