sábado, 30 de janeiro de 2010

Próximo passo: Potsdam


Resumindo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdam

Ahn, não dá para resumir. A cidade é Patrimônio Mundial da UNESCO e isso já é dizer tudo. Já vale uma viagem inteira. Pena que não deu para fazer mais - reservei 1 dia para isso, mas o tour do palácio do kaiser só começava depois das 11 da manhã, e eu tinha de ver a Nefertiti na volta. A viagem de trem na ida foi rápida, mas a volta levou 1 hora. Coisas do trem. Parece o metrô do Rio. Mas a culpa é minha, que não conheço a língua e me enrolei. Fora isso, até ônibus comum peguei lá - me informei com uma adolescente numa praça (falava inglês... mais um desses anjos espalhados pelo mundo). Porque a moça da estação de trem até que teve boa vontade de ensinar, mas o ponto de ônibus estava com uma capinha (!), indicando que o dito cujo não passava mais lá. Pelo menos isso eu consegui deduzir. Fiquei meio feito barata tonta, e consegui me localizar. Não estava no meio do nada, como em Bilá Hora, Praga. (Se vc está sozinha/o, e está se aventurando, melhor evitar lugares de onde não haja possibilidade de nao sair...)

Mais uma vez, a opção mais fácil, ainda mais num dia notavelmente frio (a temperatura caiu mais, foi para 8 graus) e com chuva direto (o que significava que seria desagradável ficar batendo perna), e numa cidade com tantos marcos históricos, é entrar num tour. Não sei se fiz a melhor escolha. Certamente não foi a mais barata, mas o meu guia pareceu especial: tirando as gracinhas normais desses guias experientes, ele era bastante hábil em conduzir a viagem pela cidade em alemão e inglês, e depois, em fazer com que nosso grupo entrasse sozinho no Palácio Sanssouci, onde morou Frederico, o Grande. Bom, é como o chamavam. Parece que ele não tratava muito bem sua mulher, então para mim ele não era nada grande, a não ser... o próprio guia tinha umas ideias engraçadas. Não vou reproduzir pq são politicamente incorretas. O sobrenome dele era Kennedy. Ele disse que era filho de um soldado americano. Segundo ele, uma "lembrança" que o pai deixou para o país. Coisas da "ocupação". Bem-humorado com uma pontinha de ironia.
A visita ao palácio foi inesquecível (lógico, não tenho a menor ideia mais de qualquer detalhe do que vi). Ficou a sensação da grandeza, mas sempre, e mais uma vez, da oportunidade que a vida me dá de poder testemunhar a arte e a história a cada vez que viajo. Não tem preço. E é uma das coisas mais belas que já vi. Os jardins do palácio são incríveis, magníficos.

(Ocorreu-me agora: no túmulo de Frederico põem-se batatas, porque ele introduziu sua cultura na então Prússia - lembrei-me de Machado de Assis: "ao vencedor, as batatas"... no final das contas, morremos todos, e tanto faz, tesouros de valor incalculável ou batatas, tudo dá no mesmo, Frederico, "o Grande" não pode aproveitar nada disso)

Pois é imprescindível ir a Potsdam. Mais uma vez tinha a opção de ir a um campo de concentração, e mais uma vez escolhi não ir. Sempre a escolha pela vida. Uma coisa é visitar o Museu Judaico, entristecer-me, outra coisa é cavar um buraco mais fundo. Há vivos que precisam de nossa atenção, judeus, palestinos, haitianos, brasileiros, africanos. Como diz o Novo Testamento, precisamos deixar que os mortos enterrem seus mortos (ou algo parecido). Time to move on.

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sanssouci

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