sábado, 6 de fevereiro de 2010

A ponte


Pontes nos levam de um lado a outro, para superar obstáculos. São quase que milagres - de engenharia, de comunicação, dependendo do contexto. Onde quer que exista uma, deverá haver uma história, uma emoção, e, quem sabe, uma delas poderá nos marcar por algum motivo, simbolizar algo muito importante e passar a fazer parte da nossa história. Bom, todo lugar por onde andamos passa fazer parte de nós, e, talvez, nós daquele lugar. Quem irá saber?
Pois eu já me encantei e continuo me encantando com diversas pontes: a de Florianópolis, a de Brasília, as de Paris, a do Brooklyn, a de Praga, as de Londres... e cometi a insanidade de esquecer a Tower Bridge, a ponte de Londres, sei lá como se chama. Ali do lado estava no ano anterior, na Torre de Londres, num dos melhores lugares que conheci, com o guia mais engraçado que já conheci, e me mostrei a pessoa mais idiota da face da Terra.
Remediando, pois, a sandice, lá fui eu caçar a ponte. Estou sempre atrás de pontes - por um lado, me refugio em mim, não por achar que eu me baste, mas por um pouco de preguiça, somada a um tanto de falta de tempo e outro tanto de dificuldade de comunicação entre as pessoas. Elegi entre as pontes que conheci como a minha favorita a do Brooklyn. Não por ser a mais bonita, mas por ser a mais significativa na minha vida. Os momentos ali vividos e as pessoas que se foram não têm mais volta.
Mas nem por isso deixo de ficar de queixo caído, ainda visualizando a ponte de longe. Não sou arquiteta, mas sou fascinada por arquitetura. Nada de linhas simples para mim, a não ser dentro de casa. Só teria mais encanto se fosse um aqueduto romano. A arte e o engenho humanos não me cansam. Porque destruir, se podem construir?

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Brooklyn Bridge