quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Uma nova viagem


Nem tão nova assim, afinal foi no Ano Novo, e nós já estamos em fevereiro. Mas do jeito que eu demorei para contar das férias, não espanta. Mas diário é diário, disciplina é disciplina, por mais desorganizada que seja. Ainda.
Pois fui convencida a ir a Buenos Aires. Só assim - vapt-vupt, feriado esticado de fim-de-ano, com minha filha de companhia e intérprete, que de espanhol/castelhano só falo buenos dias, para ser educada. Que agonia que dá escutar uma língua que a gente não entende! E essa é pior, porque é latina, de vez em quando lá vem uma ou outra palavra que parece familiar (num ano da Faculdade de Letras eu tive de estudar espanhol - mas era só escrito, nada de conversação, então ainda dá para ler alguma coisa).
Mais uma vez, não deu para "preparar" ou planejar nada. Coisa de doido. E, embora corrida e curtíssima, valeu. Como toda viagem, seja para onde for, muda a gente, parece que vamos ficando do tamanho do mundo - me lembra uma expressão antiga que minha mãe citava, "parece que quer abraçar o mundo com as mãos", só que era num sentido de afobação, quiçá de crítica. Provavelmente ela estava certa, como dizem, Deus não fez o mundo em um dia, mas o que eu quero dizer é que a gente tem, sim, de abraçar o mundo, não só com as mãos, com tudo, com o cérebro, com o coração, com os pés, sair andando por aí, se puder, e se não puder, com os olhos, com todos os sentidos, e com os recursos que tiver à disposição. Dar um jeito de romper barreiras de qualquer espécie, até que não reste mais nenhuma, e que o espírito que está pequeno dentro de nós, porque limitado pelos nossos preconceitos, se expanda para além de qualquer fronteira.
Buenos Aires, bom ar, bons ventos nos levaram, bons ventos nos trouxeram. Uma viagem perfeita? Claro que não. Nenhuma é. Mas o meu saldo foi positivo.

Um comentário:

Nanda Mota disse...

Foi uma viagem única, que foi se encaixando aos poucos. Adorei!!!

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