E saindo da ponte, lá estava a maravilhosa e tenebrosa Torre de Londres, que eu visitaria de novo, se tivesse tempo de sobra, de preferência com direito à voz empostada do guia, que silenciou umas criancinhas barulhentamente chatas que atrapalhavam o clima teatral macabro que ele tentava emprestar ao seu relato de cabeças decapitadas no local. Para variar, na ocasião, a bateria da câmera acabou, e eu ñ pude fotografar a última residência de Ana Bolena (e estava fresca na memória a série Os Tudors, que estava assistindo no People & Arts, e vi, por acaso, o episódio de sua morte, na BBC local - de implicância com a personagem histórica e televisiva, reverti a situação, graças à excepcional atuação e dramaturgia, sem contar à canalhice de Henrique VIII, o safado; por causa disso, recusei-me a comprar qualquer coisa que lembrasse o dito cujo... o porco chovinista...).
Quando entramos na capela onde rezavam os condenados, não podíamos fotografar mesmo... de volta ao presente: nada de revisitar, o tempo era curto, mas havia uma exibição em cartaz: "Dressed to kill" ("Vestido para matar" - não sei quem estaria vestido com essa intenção, os verbos ingleses têm esta maravilhosa capacidade de se conjugarem de forma a valer para feminino e masculino, plural e singular, e a figura que ilustrava o banner era a do gordão, quer dizer, de Henrique VIII, claro; também achei de um humor negro fantástico, considerando-se quanta gente foi morta ali...)
Enfim, a Torre é um must, apesar do ingresso salgado, e macabra ou não, tem uma história fascinante. Chamem-me de mórbida, mas o mundo inteiro está pagando para assistir ou ler histórias de vampiros e lobisomens (inclusive eu).
Quem quiser saber mais sobre a Ponte ou sobre a Torre em http://pt.wikipedia.org/wiki/Tower_Bridge e http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Londres.
A Torre é Patrimônio Cultural da Unesco e não tem só horrores - há uma coleção de joias em exposição que deixa a gente meio tonta.
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